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Elas botaram seus bebês para correr na gravidez!

A atividade física durante a gestação traz inúmeros benefícios para a saúde da mamãe e da criança

Elcio PadovezPor
Elcio Padovez

Elas botaram seus bebês para correr na gravidez!

Correr na gravidez traz inúmeros benefícios para a mamãe e seu filho, como prevenir a obesidade materna, reduzir dores lombares, manter o equilíbrio emocional e contribuir para que o trabalho de parto e o pós-parto sejam menos traumáticos. A modelo Camila Serakides, que está no oitavo mês de gestação, a treinadora Márcia Proença, no sétimo mês, e a empresária Caca El Assal, no quarto mês, são ótimos exemplos de que é completamente possível aliar os treinos aos imprevistos, surpresas e alegrias de se esperar um bebê. Saiba como elas conseguiram fazer isso com segurança total.

RITMO LEVE
Diretora de uma assessoria esportiva em Santos (SP), Márcia Proença, 34 anos, aguarda o segundo filho. “Na primeira gestação, corri mais. Agora, estou mais caminhante, mas não deixe de correr na gravidez, tanto que recentemente fiz 5 km na Run the Bridge, em São Paulo”, afirma. A educadora física acredita que o esporte só traz benefícios às futuras mamães. Tanto na questão de se manter em paz com a balança, quanto na de ganhar disposição e bem-estar.

A treinadora acha que uma das coisas mais importantes nesse período é ter sabedoria para interpretar os sinais do corpo e respeitá-los. “Evito abusos desnecessários, como provas maiores do que 10 km, ou de montanha. Antes de descobrir que estava grávida do primeiro filho, fiz uma meia maratona, no Rio de Janeiro. Como os treinos foram intensos, desenvolvi uma anemia forte e tive um sangramento dias depois da competição. Desta vez, controlei mais o ritmo e não passei por complicações.”

Elas botaram seus bebês para correrTREINAMENTO PERSONALIZADO
Para Caca El Assal, 26 anos, o apoio de médicos e de seu educador físico a ajudou a não ter grilo para continuar treinando durante a gravidez de Antônio, que deve nascer no início do segundo semestre.

“A preocupação de o exercício prejudicar o bebê sempre existe. Por isso, quando descobri que estava grávida, realizei todos os exames pedidos pelo obstetra e fiz um planejamento para cada período de gestação com meu treinador. Isso me trouxe mais tranquilidade e segurança. Acredito que tudo o que fizer agora vai influenciar na vida do Antônio. Além de ser bom para mim, tenho certeza de que o esporte vai ajudar muito na saúde dele”, afirma a empresária, de São José do Rio Preto (SP).

Elas botaram seus bebês para correrDE OLHO NO CORAÇÃO
A mineira Camila Serakides, 27 anos, também não perdeu o pique durante a gravidez. No dia 19 deste mês, ela completou os 5 km da Meia Maratona Internacional de São Paulo. Foi a última prova que participou antes da chegada mais importante de sua vida: a do pequeno Nicolas. Camila acredita que o filho será seu companheiro de corrida e já planeja empurrá-lo em um carrinho na sua estreia na maratona, programada para 2018, em Paris.

A modelo revela que um dos seus cuidados primordiais para correr durante a gestação foi usar sempre o frequencímetro. “Minha médica e minha treinadora, Vanessa Fustenberger, definiram uma faixa de batimento cardíaco que eu não devo ultrapassar. Elas explicaram que exercícios em alta intensidade podem sobrecarregar meu coração, afetar o fluxo de oxigênio para o bebê e prejudicar o desenvolvimento dele.” Além de correr em ritmo leve, outra medida adotada pela futura mamãe para manter os batimentos dentro do percentual planejado foi evitar conversas com as amigas durante os exercícios, já que isso pode alterar a respiração e fazer a frequência cardíaca subir.

BALANÇA CONTROLADA
A atividade física regular foi muito importante para Camila evitar um aumento de peso excessivo durante a gestação. Mesmo sendo bastante saudável, ela se liberou para comer o que bem quiser. “Tive desejos de grávida e atendi a todos eles. Passei a devorar mais doces e, algumas vezes, termino de almoçar e já sinto vontade de comer de novo. Mas faço tudo isso sem peso na consciência, graças a corrida”, afirma.