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Uma dose de resiliência: dos 3 km à minha primeira maratona

A corredora Leticia Ranolfi se prepara para sua primeira maratona e fala da forma surpreendente com que a corrida transformou sua vida

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primeira maratona

Foto: Instagram Leticia Ranolfi

Todo mundo que corre tem um caso para contar sobre o esporte, em algum momento da vida você teve aquele clique e pensou: “Vou me jogar nisso aqui”. Foi o que arquiteta e urbanista Leticia Ranolfi (22) pensou quando começou a correr, em 2017.

Segundo ela, seu início na corrida foi como o de muitas pessoas: apenas para perder peso, ela nem imaginava que pouco tempo depois correria sua primeira maratona. “Na adolescência tive anorexia e depois no primeiro ano da faculdade tive compulsão alimentar. Nesse período tive uma variação de peso muito grande e comecei a correr para emagrecer, mas acabei de apaixonando pelo esporte“, explica.

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A paulista de Itajobi explica que quando começou a correr não sabia o que era pace, cadência, relógio com GPS, meia de poliamida, etc. Fazia tudo no escuro. A primeira prova de que participou tinha 3km, e foi um professor da academia que a matriculou. “Eu fiz quase morrendo, mas completei. Acho que foi nesse dia que eu fui picada pelo ‘bichinho da corrida de rua’, porque depois disso eu comecei a correr para tentar uma prova de 5K e não parei mais. Quando fiquei estagnada nos 5 km, procurei uma assessoria de corrida”, conta a corredora.

Nova era com de treinos com a assessoria 

Leticia entrou na assessoria em março de 2018 e a partir daí começou a fazer treinos mais regrados, seguindo planilhas. Segundo ela, sua evolução foi natural. Fazendo os treinos com orientação, já conquistou quatro pódios por categoria. “Isso foi algo que nunca passou pela minha mente, mas em novembro do mesmo ano completei minha primeira meia maratona, na Cosan Athenas 21K, em São Paulo”, conta.

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Foto: Instagram Leticia Ranolfi

 Além do acompanhamento da assessoria, Leticia também segue as orientações da sua nutricionista. Por ser vegetariana, ela tem muito cuidado com a alimentação e faz exames de rotina de seis em seis meses para monitorar as vitaminas e hormônios. Em relação aos treinos, ela é disciplinada e faz o que o treinador mandar. “Sigo as planilhas certinho. Treino segunda, quarta e sexta com variações de tiro, intervalo ou fartlek. O longão fica pra sábado ou domingo, sempre um dia de treino e no outro day off”, conta.
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“Confesso que tem dias em que bate uma preguiça, mas sempre acho forças ao pensar que se eu não treinar, não completarei a maratona. Correr é um processo de resiliência constante, dói e nos machucamos todos os dias. Criamos calos nos pés para suportar a estrada e calos na mente para suportar a dor. Uma das partes mais difíceis é treinar a mente, e a única forma de fazer isso é tendo disciplina até nos dias que você esta mais cansado”, aconselha.

O desafio de peso

Falando sobre a sua primeira maratona, Leticia conta que está muito empolgada e ansiosa. Ela vai correr a Cosan SP City Marathon, no dia 28 de julho. ” Estou contanto as horas para esse sonho se realizar. Já assisti muitos vídeos sobre a SP City e fico me imaginando no km 38. Todos dizem que é nesse momento que as lágrimas começam e só param depois da linha de chegada. Eu sou bem emotiva, tenho certeza que vou chorar”, relata.

“Quando entrei no mundo da corrida, achava loucura quem corria maratona, sempre dizia que eu nunca faria. Hoje, aqui estou eu prestes a correr minha primeira maratona. Completei a meia maratona em novembro, então umas semanas após a meia perguntei ao meu treinador quais seriam as metas para 2019 e ele me disse: “SP City Marathon em julho, topa?”. Pulei de cabeça nessa ideia no mesmo minuto”, revela Leticia.

Com “borboletas no estômago”, a expectativa dela é humilde: quer apenas terminar a prova. Por ser sua primeira maratona, ela não está se cobrando muito, mas mesmo assim estipulou um tempo ideal para finalizar o percurso. “Entre 4h40 e 5h. Se eu ultrapassar esse tempo não tem problema, e, se terminar antes, é só lucro. Quero correr bem, feliz, aproveitando cada quilômetro dessa experiência única”, explica.

Leticia adora São Paulo e por isso – além de indicações de amigos – escolheu a Cosan SP City Marathon para sua estreia nos 42 K. “Eles disseram que  a prova é linda e tem uma energia incrível, sem contar a organização excelente“, diz ela. A itajobiense concluiu dizendo que a corrida a salvou e transformou como pessoa. A ajudou a aceitar quem ela é, a amar a vida e entender o privilégio que é acordar cedo para treinar. Segundo ela, ter saúde para fazer o que gosta é mais importante que um ‘corpo perfeito’. “Esse corpo me carrega por muitos e muitos quilômetros, e é só isso que importa”, afirma.

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A segunda maior maratona do Brasil acontece dia 28 de julho, saindo do Pacaembu e chegando ao Jockey Club, em São Paulo. Você pode optar pelas distâncias de 21 K ou 42 K. Para mais informações sobre kits, visualização de percurso e inscrição, acesse o site oficial.

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Por Brenda Prestes