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“A corrida é minha terapia”

A Venus marcou alguns dos momentos mais importantes da trajetória no esporte e na vida da advogada Angela Fernandes

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Por Marcia Di Domenico

A advogada Angela Fernandes, 34 anos, corre há dez anos e já completou dezenas de provas, de praticamente todas as distâncias. A primeira Venus foi em 2016 e, de lá para cá, o evento entrou para a seleção de favoritos pelo significado especial que acabou adquirindo: de superação. “Adoro o percurso, que desafia o condicionamento sem judiar do físico. E o clima entre mulheres é perfeito para motivar tanto quem quer se superar em tempo ou distância quanto aquelas que estão a fim de começar no esporte”, diz. Além disso, ela, que é moradora de Botucatu, no interior de São Paulo, tem lembranças bem marcantes de cada uma de suas participações na prova até hoje.

Em 2016, Angela já era corredora experiente nos 5 K quando escolheu a Venus para estrear nos 10 K. Não fosse a crise de asma que acabou atacando durante o percurso, a meta teria sido batida. O fato de cruzar a linha de chegada na distância menor, no entanto, ganhou gostinho de conquista mais do que merecida naquele ano.

Em 2017, depois de semanas longe dos treinos para se recuperar de duas lesões no pé, a Venus foi a prova escolhida para marcar o retorno à pista. Inscrita nos 10 K, Angela, acabou completando 15 K sem sinal de dor – mas com muita emoção e choro de felicidade.

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Este ano, antes mesmo de a prova acontecer Angela já sabe que vai ser difícil conter a emoção durante o trajeto. Isso porque há pouco mais de um mês, quando já estava com a Venus na agenda, ela descobriu que perdeu o bebê que esperava, feliz da vida, havia dez semanas. O plano, no início, era caminhar 10 K por causa da gestação. A distância agora será percorrida correndo. “A atividade física para mim é cura e a corrida, terapia”, diz. “Jamais deixaria de participar da Venus por ter perdido meu bebê porque tenho certeza de que ele me quer assim: sorrindo, sentindo o prazer, a energia e a felicidade que o esporte me proporciona.”

As endorfinas, o movimento, a sensação de liberdade da corrida já ajudaram Angela a atravessar muitos outros momentos de tristeza, stress, medo. Ela é do tipo que, mesmo em ocasiões em que não pode competir por estar lesionada, vai ao local da prova só para torcer e sentir a energia dos atletas. E conta que a vida ficou mais leve desde que virou corredora. “Teve vezes em que, se eu não tivesse a corrida, possivelmente ficaria na cama pensando besteira e sofrendo. O esporte me conecta com a natureza e com Deus.”