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Treino

Bata seu recorde na meia maratona com as dicas das pacers da W21K

As marcadoras de ritmo da prova exclusiva para mulheres revelam as táticas que usam para conseguir bons resultados na corrida

Juliana MesquitaPor
Juliana Mesquita

Pacers da W21k

Não importa se você é estreante na meia maratona, e só quer completar bem os 21K, ou mais experiente e busca um recorde pessoal. Contar com a ajuda de uma pacer pode contribuir bastante para alcançar seus objetivos.

As marcadoras de ritmo têm a função de fazer com que as outras corredoras completem a prova dentro de um tempo ou ritmo estabelecido previamente (geralmente identificado em um balão, placa e/ou camiseta). Correr ao lado delas auxilia tanto na parte emocional, já que há sempre alguém por perto para incentivá-la, como para não errar na estratégia.

“O pacer dá a você um parâmetro, um norte na corrida, que contribui muito para alcançar o resultado esperado”, destaca Lucas Janes, coordenador técnico da assessoria esportiva Run & Fun. “Eles são importantes especialmente para aquelas pessoas mais ansiosas, que saem rápido e acabam fazendo uma prova irregular, cheia de altos e baixos. Permanecer junto ao pacer ajuda o corredor a manter um ritmo mais contínuo, redondo”, complementa  Kim Cordeiro, diretor técnico da assessoria esportiva BK Sports.

Por carregar tamanha responsabilidade, obviamente, as pacers têm várias provas no currículo e muita experiência para dividir. Para que toda essa bagagem ajude você não só na hora da prova, mas também nos treinamentos, pedimos a quatro marcadoras de ritmo da W21K, meia maratona só para mulheres que será realizada no próximo dia 22 de outubro, em São Paulo, que compartilhassem as estratégias que adotam para correr melhor. Siga elas e se dê bem!

Pacers da W21k

ISABEL CRISTINA, 39 anos

Pace na W21K 5:40 min/km (meia maratona sub 2h)

“Para alcançar seus objetivos é preciso foco, paciência e treino”

Ela começou a correr em 2009. De lá para cá, encarou provas de 100 m até os 42 km. Sua estreia como pacer foi em 2015. “A vontade surgiu porque gosto de ajudar as pessoas. É gratificante estimulá-las a não desistir de seus objetivos e depois vê-las felizes com os resultados”, afirma.

A atleta destaca que uma das coisas mais legais de ser pacer é que as marcadoras de ritmo são vistas pelas outras corredoras como uma esperança para a conquista do tempo desejado. Lógico que isso não vem sem esforço, né? Veja o que Isabel faz para conseguir alcançar suas metas:

“Trabalho bastante o autocontrole emocional, para sempre ser capaz de tomar a decisão certa em situações adversas”.

“Quando me sinto cansada para correr, deito por 30 minutos na cama em silêncio. Esse pequeno descanso me dá energia para ir para a rua ou para o parque. Procuro cumprir todos os treinos. Se estiver chovendo, vou para a academia e corro na esteira ou faço bike”.

“Realizo fortalecimento muscular, invisto em uma boa hidratação e em uma alimentação equilibrada”.

“Treino com acompanhamento de um educador físico. Essa orientação é importante para realizar uma boa preparação e não sofrer nas provas”.

Pacers da W21k

Driely, à direita, acha gratificante ajudar outras corredoras a conquistarem seus sonhos

DRIELY SANTANA, 30 anos

Pace na W21K 6:10 min/km (meia maratona em 2h10min)

“Nós corredores temos muito esse hábito de ajudar uns aos outros”

Experiente, ela corre desde 2010 e já completou os 5 km, 10 km, 21 km e 42 km. Para Driely, ser pacer é uma das melhores experiências que já viveu no esporte. “A sensação é única. É maravilhosa a troca com as corredoras que estão ali com você. Quando alguém passa e fala: ‘Minha meta é ficar ao seu lado até o final’, me enche de emoção”, afirma.

A pacer considera desafiadora a responsabilidade de manter o ritmo durante todo o percurso. “Quando você corre sozinha, pode até oscilar. Mas quando há outras corredoras a acompanhando, isso não deve acontecer, já que há o risco de prejudicar a prova delas. Portanto, uma  boa preparação prévia é necessária”, pontua. Driely elenca as táticas que usa para garantir que os seus objetivos sejam alcançados:

– “Corro cinco vezes por semana, sendo que em dois ou três dias, também faço musculação”.

– “Traço metas e estabeleço um prazo para cumpri-las, para não ficar desanimada. Gosto de imaginar o começo, meio e fim das coisas”.

– “Treino com amigos: eles acabam cobrando minha presença e isso ‘me força’ a ir correr nos dias que estou sem vontade”.

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Pacers da W21k

LEILA PIANI, 48 anos

Pace na W21K 6:10 min/km (meia maratona em 2h10min)

“O mais legal da corrida é a integração com as pessoas, estamos todas no mesmo barco, umas mais rápidas e outras mais lentas”

Leila já perdeu as contas de quantas vezes correu os 21,097 km, mas é apaixonada mesmo pela maratona. “Já completei seis provas de 42,195 km e esse ano vou fazer as maratonas de Chicago e Nova York. Meu melhor tempo na distância é 3h35min”, revela.

Com tanta bagagem no esporte, ela foi convidada no ano passado para ser pacer na W21K, e adorou o desafio. “Ajudar as meninas a cruzarem a linha de chegada dentro do tempo planejado é simplesmente maravilhoso! Em 2016, muitas vieram me agradecer a ajuda. Foi gratificante”, relembra.

Para alcançar seus objetivos no esporte, Leila tem algumas cartas na manga:

“Costumo traçar objetivos para não perder o foco. Atualmente, o que me motiva é o desejo de correr as seis Majors (circuito das maiores maratonas do mundo: Chicago, Nova York, Tóquio, Boston, Londres e Berlim).”

– “Considero muito importante para evoluir no esporte ter o apoio de uma equipe de especialistas. Contar com o acompanhamento de treinador, nutricionista e  médico do esporte ajuda muito a manter a saúde em dia”.

– Treinos específicos de velocidade e volume de corrida são imprescindíveis para alcançar bons resultados, assim como o fortalecimento muscular. Obviamente, tudo isso deve ser planejado por um educador físico. Não faça nada sozinha”.

Pacers da W21k

TATIANA SILVA, 30 anos

Pace na W21K 5:00 min/km (meia maratona em 1h45min)

“A confiança que o corredor deposita em mim faz com que o sonho dele se torne um pouquinho meu”

Tatiana se rendeu à corrida em 2013 e em pouco temp se tornou maratonista. Ela estreiou como marcadora de ritmo em 2017, no circuito Run Cities. “Sempre quis ser pacer para incentivar o pessoal a se superar. Poder levar essa galera em busca de seus sonhos é algo que me dá muita satisfação”, garante.

A corredora revela alguns fatores que considera importante para manter a boa performance no asfalto:

“Corro por amor, sempre! Treinar e abrir mão de alguns momentos da vida é difícil. Mas, se existe paixão, você consegue aproveitar tudo de mais maravilhoso que a corrida proporciona. Vale muito a pena!”.

“Treinar é fundamental. Apesar da corrida não ser meu meio de vida ou profissão, procuro me dedicar ao máximo!”.

– “Não deixe nada tirar seu foco. Enfrentar frio, chuva, cansaço exige muita determinação. Quando tiver dúvida se deve treinar, não pense! Levante e vá! Garanto que depois de cinco minutos correndo você terá a certeza de que escolheu a melhor opção, e seu dia será outro”.