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Saúde & Beleza

Como evitar candidíase e infecção urinária

A recorrência dessas doenças aumenta no verão, pois suamos mais nessa época – tanto durante o exercício como ao longo do dia!

Gabriela IngridPor
Gabriela Ingrid
candidíase

Foto: Shutterstock

Quantas mulheres você conhece que já tiveram candidíase? Muitas, certo? Esse número é ainda maior quando falamos em infecção urinária.“É difícil citar doenças que sejam mais comuns entre o público feminino do que essas duas. Elas ganham disparadas no quesito frequência”, confirma Maria Stela Sgavioli, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.

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A recorrência dessas doenças aumenta no verão, pois suamos mais nessa época, tanto durante o exercício como ao longo do dia. As horas na praia ou na piscina também aumentam. Tudo isso mantém a calcinha e o biquíni úmidos, o que facilita a proliferação de fungos e bactérias na região íntima. Os sintomas são diversos e incomodam bastante, como coceira na vagina, ardência para fazer xixi e dor pélvica.

Mas, apesar de muito frequentes, é possível evitar a candidíase e a infecção urinária, mudando hábitos diários e de alimentação. Confira abaixo mais informações sobre a candidíase e a infecção urinária:

CANDIDÍASE

O que é?
É uma infecção fúngica, na maioria das vezes provocada pelo fungo Candida albicans, que habita a vagina e outras regiões como pele, boca, estômago e intestino. Mas, como a região íntima tem o ambiente propício (abafado e úmido) para a proliferação de fungos, ele acaba aparecendo ali com mais frequência. O mais comum é aparecer no períneo (área na base do púbis, onde estão situados os órgãos genitais e o ânus) e nas regiões perianal e inguinal. As mulheres podem sentir coceira na vagina e no canal vaginal, ardência ao urinar, dor nas relações sexuais, além de identificar um corrimento branco semelhante à nata do leite.

Como se prolifera?
Apesar de não ser uma doença considerada sexualmente transmissível (DST), já que a Candida existe naturalmente no corpo, ela pode ser transmitida pelas relações sexuais. Também pode estar associada à fatores que podem provocar mudanças na flora vaginal, como:

  • Queda da imunidade
  • Uso de antibióticos
  • Anticoncepcionais
  • Imunossupressores
  • Corticoides
  • Gravidez
  • Diabetes
  • Higiene íntima inadequada
  • Alergias
  • Uso de tecidos sintéticos
  • HPV
  • Consumo exagerado de açúcares e alimentos ácidos

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Como prevenir?
A melhor maneira de prevenir a proliferação anormal do fungo é evitar a exposição prolongada da região genital a situações quentes e úmidas, arejando a pele com frequência. “O ideal é que a mulher não fique com roupas molhadas ou suadas por tempo prolongado”, aconselha Domingos Mantelli, ginecologista e obstetra. Vale ainda dormir sem calcinha e evitar roupas íntimas de material sintético. Uma alimentação balanceada, rica em vitamina C e com baixa ingestão de doces, além de boas noites de sono e controle do estresse, também são essenciais para o equilíbrio do sistema imunológico. Toda vez que a imunidade baixa, a tendência de ter corrimentos por candidíase aumenta.

Como tratar?
O tratamento é feito com antifúngicos, podendo ser tópico ou via oral, geralmente associado a pomadas que combatem a coceira e o ardor local. Algumas vezes, o parceiro também deve ser tratado.

É possível tratar em casa ou sempre há necessidade de remédios?
Não existe truque caseiro. O uso do antifúngico quase sempre é necessário. Medidas como compressas com chá de camomila ou com água gelada podem aliviar os sintomas locais, mas não tratam o fungo. Há, porém, certa relação do coco com a prevenção da doença. Na água dessa fruta existe uma substância chamada de ácido láurico, que quando cai no estômago vira monolaurina, um excelente antifúngico e antibacteriano. A substância melhora a imunidade da vagina e do corpo, evitando o corrimento.

É muito comum entre as brasileiras?
Qualquer mulher que more numa região quente tem maior predisposição à doença. A região íntima das habitantes desses locais fica frequentemente mais abafada e úmida e esse quadro pode ser mais intenso, dependendo da roupa que se usa, se é apertada ou se a calcinha é de lycra, por exemplo. O quadro se agrava ainda mais em locais com uma extensa zona de praias ou onde o hábito de se frequentar saunas e piscinas é muito difundido.

Se não tratar, o que acontece?
A candidíase pode evoluir para uma doença inflamatória pélvica, que dependendo da gravidade, poderá até mesmo ser realizado com cirurgia.

INFECÇÃO URINÁRIA

O que é?
Pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário como rins, bexiga, uretra e ureteres. Esse tipo de problema é muito mais comum em mulheres do que em homens, já que elas possuem um canal da uretra menor e consequentemente têm mais riscos de desenvolver uma infecção. Os principais sintomas são ardência ao urinar, ter muita vontade de fazer xixi, urina escura e com cheiro forte, dor pélvica e dor no reto. Em casos mais graves é possível sangrar ao urinar.

Como se prolifera?
Alguns fatores favorecem a proliferação bacteriana anormal: aumento da frequência de relações sexuais, sexo anal (as bactérias do ânus podem entrar em contato com a vagina por meio do movimento do pênis), má higiene após o ato sexual, infecções vaginais, intestino preso, imunidade baixa, má higiene genital, alimentação inadequada. O uso de alguns tipos de contraceptivos, como espermicidas, também pode ser considerado um fator de risco.

Como prevenir?
As principais táticas para ficar longe do problema são:

  • Urinar após as relações sexuais (acredite ou não, mas durante o sexo, as bactérias podem ser empurradas para a sua bexiga e urinar fará com que você limpe o canal)
  • Usar calcinha de algodão
  • Tomar muita água para hidratar e manter o aparelho urinário funcionando bem
  • Tratar eventuais infecções ginecológicas
  • Visitar o ginecologista todos os anos para fazer exames
  • Manter uma alimentação balanceada
  • Dormir em média oito horas por dia para garantir uma boa imunidade
  • Não segurar xixi por muito tempo

Como tratar?
O tratamento varia muito de acordo com o tipo de infecção, assim como sua gravidade. Porém, é comum o tratamento feito à base de antibióticos. Ainda podem ser usados sintomáticos para combater as cólicas e a ardência ao urinar.

É possível tratar em casa ou sempre há necessidade de antibiótico?
Uma vez confirmada a infecção de urina, o uso de antibióticos é sempre necessário. A melhor medida caseira para evitar a infecção e auxiliar no tratamento é a ingestão adequada de líquidos. Alguns estudos sugerem que a diminuição na ingestão de alimentos ácidos (como limão, abacaxi e rúcula) na vigência da infecção tende a amenizar os sintomas.

É muito comum entre as brasileiras?
Sim! Devido ao calor intenso, que requer um aumento na ingestão de líquidos e que pode levar ao aparecimento de infecções vaginais como a candidíase, que favorece a infecção do trato urinário.

Se não tratar, o que acontece?
O não tratamento das infecções urinárias pode levar a quadros graves, devido ao risco de contaminação dos rins pela bactéria. Uma vez nos rins, a bactéria pode chegar à corrente sanguínea, causando febre, calafrios e até perda da consciência. Uma vez generalizada e afetando os demais órgãos, a infecção se torna extremamente séria e pode até matar.

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