compartilhe

0

Saúde & Beleza

Dor na canela? Pode ser fratura por estresse

Lesão é causada devido ao impacto excessivo nos ossos, gerado pela falta de fortalecimento muscular

Por
André Nogueira

Dor na canela? Pode ser fratura por estresse

Apesar de aparentemente ser um esporte bastante simples, a corrida requer diversos cuidados. Um dos mais importantes deles é fazer uma excelente preparação muscular, para amenizar o impacto que as articulações e os ossos sofrem a cada passada.

A sobrecarga gerada ao tocar os pés nos solo é a principal causa de lesões nos atletas. E entre os problemas mais comuns por causa disso está a fratura por estresse, resultante do uso em excesso do nosso sistema locomotor, sem o descanso necessário para o corpo se recuperar.

A cada passada que damos, a Força de Reação ao Solo (FRS) incide diretamente no nosso osso da tíbia (canela), local comumente afetado pelas fraturas por estresse em corredores.

Os sinais
No início, o atleta tende a sentir um leve desconforto na região inferior da perna ao término da corrida. Com o sequência dos treinos e a exposição constante a sobrecarga, isso pode evoluir para uma dor intensa e incapacitante.

A lesão é um pequeno traço de fratura no osso, muitas vezes não diagnosticado pelo Raio X, sendo necessária tomografia computadorizada para confirmar o problema. Quando a contusão já está instalada, o primeiro passo para o tratamento é o repouso imediato, seguido do início da fisioterapia.

No processo de recuperação, é realizada a liberação do tecido muscular tensionado por conta da fratura por estresse. O trabalho de reequilíbrio muscular também é muito importante. Ele tem o objetivo de minimizar o impacto da corrida e ainda vai contribuir com a melhora da performance do corredor. O retorno aos treinos é feito gradualmente e pode levar de seis a oito semanas.

Como você sabe, prevenir é melhor do que remediar. Por isso, capriche no trabalho de fortalecimento muscular para evitar a fratura por estresse ou outras lesões. Lembre-se: não é a corrida que deve preparar o atleta, e sim o atleta que deve se preparar para a corrida.

 

*André Nogueira é fisioterapeuta; especializado em reabilitação e traumatologia e em preparação de atletas pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; e sócio fundador da clínica Club Físio.