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Mais uma meia maratona para a conta

A personal trainer Bruna Guido conta como foi encarar a W21K no último domingo (22)

Bruna GuidoPor
Bruna Guido

Quando comecei a correr, nem passava pela minha cabeça fazer uma meia maratona. Eu apenas me inscrevia em provas de 5K, até que, em 2015, eu cismei com essa história de completar os 21K e comecei a aumentar o volume dos meus treinos. Porém, meu corpo não estava fortalecido o suficiente e acabei me lesionando feio no quadril – o primeiro médico que me avaliou afirmou que só iria melhorar com cirurgia. Pirei! Então, troquei de médico.

Fiz várias sessões de fisioterapia e um trabalho de fortalecimento na musculação. Um ano e meio depois, tive coragem para me preparar novamente e encarar pela primeira vez uma meia maratona, mas aí aconteceu outro imprevisto: me lesionei de novo, faltando apenas três meses para a prova. Por isso,  tive que abortar os treinos por um tempo e só tive três semanas para voltar ao ritmo.

Encarei os meus primeiros 21 km em um treino, com um ritmo bem confortável.  A minha primeira meia maratona só aconteceu na Rio City, em Abril deste ano – um percurso perfeito, apesar de eu não estar realmente preparada. Foi muito difícil, já que eu corria mais devagar a cada passo. Fiz a prova em sofridas 1h40min, mas completados – ainda ganhei a medalha de top 30! Mesmo não sendo do jeito que eu gostaria, foi uma grande felicidade!

Passados os 21k, foi hora de sofrer na pós-prova: não conseguia andar direito, tudo doía e minha imunidade ficou baixa, o que me fez pegar uma baita virose.  O que eu aprendi? Deveria ter me preparado melhor para essa prova!

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Me inscrevi em outras provas de 21k.  Fiz mais quatro meias maratonas e, a cada prova, um grande aprendizado. Nesse último domingo (22), corri a minha quinta corrida na distância. Encarei a W21k, uma linda prova que conta com distâncias de 10 km e 21 km só para a mulherada.  Nessa prova, eu estava muito mais preparada do que nas outras, só que uma tendinite no pé esquerdo não permitiu que eu fosse ainda melhor.

Comecei a corrida já com a dor e sabendo que ela iria aumentar durante o percurso – mesmo eu fazendo todo um trabalho psicológico e mental para não colocar atenção nela. Então, impus um ritmo confortável e fui! Pensei em desistir algumas vezes, mas algo me dizia para seguir.

Durante a corrida, a nossa mente “viaja”.  Fiquei pensando nas outras meias maratonas, nos meus treinos, em todo o meu esforço para dar conta de tudo! Pensei no meu marido e no meu irmão torcendo por mim e, claro,  na maratona que está chegando. Fiquei mais forte nesse momento, comecei a correr mais rápido e mais consciente. Acreditei que poderia ir melhor do que nas outras provas e, quando eu percebi, estava em sexto lugar. Foi aí que algo vibrou mais forte, senti uma adrenalina tão grande nesse momento que só pensava em dar o meu melhor. Me concentrei na postura e na respiração e continuei buscando pensamentos que me motivassem a continuar forte. E foi fluindo… cheguei na quarta colocação com um sprint para me deixar mais feliz nos últimos metros e cruzar a linha de chegada de braços abertos.

Foi mais uma experiência incrível, mais um grande aprendizado, que me deixou com uma vontade imensa de ir para os próximos desafios.

Conselho de amiga: prepare-se! Busque a sua melhor versão todos os dias. Quando a prova chegar, você saberá exatamente o que e como fazer. Acredite! Você pode muito!

Um grande beijo da Bru!!

* Bruna Guido é treinadora da MB Personal Trainers e do Studio Velocity. Apaixonada por esportes desde criança, já praticou judô, vôlei e hoje é uma supercorredora. Aqui, ela compartilha suas experiências em treinos e provas. | Instagram: @brunaguido_mb